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Epiphânio da Fonseca Dória e Menezes

Editado em 22/06/2000

Nascido na fazenda rural Barro Caído, à margem esquerda do rio Jacaré, no atual município de Poço Verde, integrando, naquela época, o de Campos, hoje Tobias Barreto, a 07 de abril de 1884, Epiphânio Dória tinha como pais, o capitão da Guarda Nacional José Narciso Chaves de Menezes e Dona Josefa da Fonseca Dória e Menezes, que, por, sinal, eram primo entre si.

Iniciando seus estudos de primeiras letras com a família, em curtos e alternados períodos, na sua própria terra natal, Epiphânio Dória teve como professor particular Irineu Vidal de Souza, além de ter sido aluno da professora pública Raquel César de Lemos Amado. Ao começar a estudar, em 1889, com os professores públicos Josué do Rosário Montalvão e José Rodrigues da Silva, a grande seca de 1888 já havia devastado completamente a fazenda de seu pai, matando todo o rebanho bovino e deixando a família em situação das mais difíceis e Epiphânio, então com quatorze anos de idade já trabalhava no comércio local. Em 1889, Epiphânio Dória resolveu transferir-se para a Vila, hoje município de Boquim, empregando-se na casa comercial de Leonides de Carvalho Fontes, onde ficou trabalhando e estudando até 1905, quando começou a projetar-se sozinho na vida pública, sendo secretário da Intendência a partir de 1904, quando era então Intendente Municipal Leonides de Carvalho Fontes. Epiphânio Dória chegou a ser o terceiro suplente do Juíz Municipal do Termo, tendo presidido em 1905 o alistamento local de eleitores pela Lei Rosa e Silva.

Epiphânio Dória reorganizou o Arquivo da Secretaria de Governo; ocupou a função de bibliotecário da Biblioteca Pública do Estado; representou o Estado, como Secretário da Fazenda, na Conferência dos Secretários da Fazenda, no Rio de Janeiro em 1938; fez parte da turma de representantes que foi oficialmente a Belo Horizonte testemunhar os serviços fazendários realizados da administração do Governador Benedito Valadares; pertenceu à Loja Maçônica Capitular Cotinguiba, da qual foi venerável; foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe; fundou o Rotary Club de Aracaju, a Sociedade Beneficente dos Funcionários Públicos e o Clube Literário Progressista de Boquim; colaborou durante toda a sua vida com vários jornais e revistas e dirigiu por mais de trinta e cinco anos a Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

Epiphânio Dória casou-se em Aracaju, a 25 de abril de 1914 com Dona Nair Garcez, filha de Francisco Martins de Freitas Garcez e Dona Filomena da Conceição Garcez.

Faleceu a 07 de junho de 1976 aos noventa e dois anos de idade, em sua casa na rua Santa Luzia cercado de filhos e netos. Um dos mais conhecidos nomes das letras de Sergipe, Epiphâneo Dória tem como principais trabalhos em prol da cultura ,a dedicação que prestou por mais de cinquenta anos ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e Biblioteca Pública do Estado, que hoje tem seu nome.

TEXTO: Biblioteca Pública Epiphânio Dória

Veja também:

Museu do Homem Sergipano
Memorial de Sergipe

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