Maria Anete Sobral de Farias é natural de Frei Paulo, Sergipe. Iniciou os estudos naquela pequena cidade do interior, até transferir-se para o Colégio Nossa Senhora de Lourdes em Aracaju.

Nesse colégio de freiras, com orientação francêsa à época, Anete foi interna e de lá saiu com o diploma de normalista, fazendo em seguida o curso pedagógico. É desse tempo, do colégio das freiras, sua iniciação às artes. Lá obteve as primeiras aulas de desenho e foi uma de suas alunas mais aplicadas.

Sua característica irrequieta e criadora sempre lhe colocou pincéis às mão, preparando telas que eram em seguida motivo de presente às amigas. Casarios e folguedos populares são os temas que mais trabalha.

É uma constante em seus folguedos, a presença de muitas crianças, quase sempre meninas, de onde Anete diz fazer parte. Nos casarios, velhas igrejas e motivos do nosso mercado municipal, Anete faz importantes registros não só da nossa Aracaju como de trechos marcantes do Sergipe Del Rey. Em verdade, seu trabalho é fruto de sua infância e origem na pequena cidade do interior. São de lá as lembranças que Anete, com muita arte, transforma em telas multicoloridas cheias de poesias.

Sempre aliada às prendas domésticas, pois nunca exerceu a profissão de professora, Anete determinou uma primeira fase de sua carreira muito particular e restrita ao circulo de amigos, até que o cronista social João de Barros convenceu-a a entrar no mercado das artes plásticas de Sergipe. Por suas mãos, Anete fez sua primeira coletiva no Conservatório de Música de Sergipe, seguidas de tantas outras. Uma grande realização foi sua classificação, com todos os trabalhos que submeteu à seleção, para o Salão de Olinda em Pernambuco, bastante concorrido à época.

Das muitas exposições de que participou, individuais ou coletivas, destacam-se em 1974 a individual no Clube do Congresso em Brasilia, em 1976 como destaque na pintura Sergipana, menção honrosa no 1o Salão Atalaia de Pintura, Medalha de Bronze no 2o Salão Atalaia e individuais em Salvador e São Paulo.

São 25 anos, entre exposições individuais e coletivas, muitos prêmios, homenagens e obras espalhadss por vários países.

Relação das peças em exposição
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