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Dionéa pertence à mais nova geração de artistas sergipanos,
cujas obras foram expostas nos salões vitoriosos, concorridos, bem organizados e
saudosos dos festivais de arte de São Cristóvão (Se) dos anos 70.
Neles, os trabalhos dos jovens artistas eram confrontados, e premiados os
concorrentes mais talentosos.
A trajetória desta representante da jovem arte sergipana,
jovem porque da década passada, é relevante. Dionéa experimenta muitos materiais e,
dominando-os, enriquece a sua produção artística, familiarizando-se com inúmeros temas.
Entretanto, o seu tema favorito, os "GIRASSÓIS", a sua demoníaca e lírica paixão, a razão
maior da sua arte, da sua pintura, é algo que a artista não consegue explicar expulsar da
sua mente.
Não posso precisar onde e quando Dionéa contemplou-os pela primeira vez e
deles tornou-se enfeitiçada. Na luminosa Aracaju, na Praça Fausto Cardoso, onde eles floriam
lindos e vibrantes, onde eles enfeitavam o namoriscar da juventude? Naquela praça nunca
esquecida uma imensa tela de Van Goqh. A partir deles, os girassóis da artista, de raízes
atormentadas e de efeitos intencionalmente surreais.
Girassóis amplos na tinta achatada,
vividos nos insólitos empastes, alucinados e tensos, a desafiar os limites da tela, cheios de
luz, ardente luz da terra sergipana, apertados por tons verdes, azuis, amarelos e lilases.
Girassóis, louca fantasia que a Arte sugere, com máxima urgência, retornem à inesquecível
Praça.
* Texto de Ivo Vellame
Crítico de Arte e Professor da Escola de Belas Artes da UFBA.
*Obras fotografadas por Newman Sucupira.
Relação das peças em exposição
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